segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Ardilosamente

Palavras tão somente
 jogadas ao vento.

 Vindas de um não-sei-onde
inspiradoras,
acusadoras,
vis,
 instigantes.

Um mergulho
 no mar das lembranças
 ancorando para contemplar
 lembranças,
sonhos,
 histórias.

Tão assim...palavras!
Mutantes.
Ardilosas.
Feridas.
Orgulhosas.
Magoadas.

Se falei e não ouviste,
se ouviste o que não falei,
se calei pra te ouvir,
se fingi nem ser ouvido
É porque não importa
As palavras somem

Ficam os vãos
preenchidos
(ou) vazios
talvez
substituam tudo
e nada daquilo valha
 mais
 menos
eram ditos
hoje não
nem amanhã

nem depois

Nenhum comentário:

Postar um comentário